terça-feira, julho 13, 2010
sonherealidade*realizesonhos*
Eu estava ofegante e já me via sem forças, quando inesperadamente o meu angustiante momento de insatisfação se foi. E, então, eu me senti levemente feliz por possuir o pouco fôlego que me restava. Decididamente eu resolvi aplicar o fôlego restante em um único grito, mas antes de executá-lo pensei: “Dessa vez eu não posso falhar”, repeti essa frase para mim mesma. Eu sabia que aquela seria a minha última chance: de acordar do doce sonho, ou fugir da realidade.
Ultimamente, escolher entre o real e o abstrato tem sido uma tarefa difícil, eu pensei. Toda a correria e superficialidade do mundo real têm cansado os meus olhos e expectativas humanas. Já no mundo dos sonhos a palavra 'manipular' se faz soberana. A manipulação que acontece é tão recíproca que me deixa confusa: ora eu controlo meus próprios sonhos, ora eles me fazem de marionete. Eu já não sei quem governa o mundo dos 'meus' sonhos.
Minutos após todos esses pensamentos, percebi que meu grito já havia terminado. Abri meus olhos, olhei para as estrelas no céu e, nesse momento, não me importei se era tudo um sonho ou não; o encanto da noite já me bastava.
C= Mil beijos, Carol.
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Sonhos e Saltos
quarta-feira, junho 23, 2010
Firme.

O que eu sentia era uma força incontrolável, instintiva e revigorante, eu diria. E mesmo que houvesse mil pedras pelo caminho, eu fazia questão de percorrê-lo por completo. Permaneci então, durante muito tempo, seguindo em frente. Eu corria, porém sem pressa e tolerando os tropeções. Sempre me disseram: - “viver não é para quem para na primeira topada, e sim para quem topa qualquer parada”. Me propus então a “topar” todos os desafios que estivessem por vir. E se eu fiz isso, foi por mim mesma.
Desviei de inúmeras pedras mas, por vezes, a desatenção me proporcionou armadilhas inimagináveis. Foi então que a fraqueza se apresentou a mim; e trouxe consigo uma amiga íntima: a desmotivação. E eu pude sentir a dor que antes me era oculta. Eu tentava correr, mas a inércia foi mais forte. Parar pode ter sido pior, ou mais doloroso; Pois quando o sangue esfria, a ferida começa a doer, e tonar-se inútil todas as tentativas de seguir em frente.
Por segundos, pensei que as pedras, que tanto me derrubavam, não tinham serventia. Sentei-me no chão irregular, peguei cinco dessas pequenas e poderosas rivais, analisei-as com as mãos: tão sem cor, sem vida, sem calor, sem nada; No entanto, tão firmes. Entre elas havia um trevo de quatro folhas, que me lembrou como eu sou sortuda; e que mais firme e forte que todos os obstáculos (e pedras), é a minha sorte, fé e principalmente Deus, que me faz seguir em frente, mesmo quando parece ser impossível.
"E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela."
Mateus 16,18
C= Mil beijos, Carol.
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