quinta-feira, julho 07, 2011

Sem.

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Após o sussurrado adeus,
Estarei sem carinhos seus;            
Congelarei em vão
Ao imergir na dor do não.

Como um rio sem nascente;
Tornar-me-ei sol sem meu poente.
Serei céu sem o alaranjar;
Desaguarei triste sem um mar.

Lamentarei o fim,
Mas guardar-te-ei em mim.

Aguardarei quem não virá,
Na espera que não findará;
Viverei os tons de inverno,
Vislumbrando um frio eterno.

Com os olhos a embaçar,
Cálidas lágrimas a derramar;
Ao ver partir o doce amor,
Eu serei morta e seca flor.

Guardar-te-ei em mim,
Mas lamentarei o fim.   
Pauta para o projeto bloínques - edição poemas.

Olá pessoal! Parece inacreditável, mas sim, eu estou de volta. Ao menos é o que parece. Estava super atarefada no colégio, estava saindo de casa às 6:00 horas (na verdade ainda estou) e voltando às 19:00 horas todos os dias, e o cansaço estava me matando. Torno a pedir desculpas por tanto tempo sem apreciá-los devidamente em seus blogs, embora os tenha acompanhado de longe. Mas, vida de eletrônica não é fácil. :/
No entanto, agradeço imensamente quem, ainda assim, tem paciência comigo e não me abandona. Grande abraço a todos! Amo cada palavra que vocês escrevem, e ler os vossos blogs é um presente. Prometo que tentarei diminuir os intervalos entre as postagens. Fiquem com Deus!                          

8 comentários:

Bárbara O. dos Santos. disse...

Cheguei aqui atravéz do Projeto...
Vim, Li, e gosti!rss
Gostei mesmo, gostei muito!
De todo o poema, da estrutura de cada palavra ecsolhida, parece ter sido a dedo ...Foge do banal, do qualquer.Qualquer coisa que poderia ter sido escrita por qualquer um.
Bom...Não foi isso que encontrei aqui!Fui ver o que você diz sobre você no teu perfil e acabei me identificando com cada palavra.rs
É engraçado pq eu quase sempre me identifico com alguma coisa,mas nunca por inteiro.rs
Aviso-lhe que vou te seguir para poder ficar mais perto dos teus escritos.rs
Pode ser?

Parabéns mesmo pelo blog, continue sempre você realmente está no caminho certo!;)

Bjão.
=**

Maíra K. disse...

E como dói essa espera infinita... =/

Maiara disse...

Querida Carol,

Estava sentindo muita falta dessa sua intensidade lírica; dessas palavras que soam como música boa, daquelas que não enjoamos por mais que a escutemos. Ainda mais sendo as tuas, que mesmo que se repitam, jamais soam iguais, pois os contextos que admiro por aqui são sempre mutáveis. E essas palavras realmente são feitas para ficarem na memória. Até hoje me pego pensando num dos seus textos, aquele do rapaz que, apaixonado que escreve num guardanapo para a cantora num bar. E há tantos outros que me acompanham de uma forma ou de outra. Porque sempre que venho levo e deixo um pouco.
E apareço aqui sempre quando posso, não tenho como deixar as suas palavras, elas são fantásticas, e merecedoras de toda a admiração.
Ah, e esse poema... Tão cheio de ritmo; de sentimentos intensificados em cada letra. Lindo Carol, de verdade. É como eu te disse uma vez, beleza é um adjetivo maravilhoso para descrever os seus textos, mas não é essa estética, é aquela visceral, verdadeira. Apesar de que, a nova aparência do Violetas estar linda também. ^^

Beijo grande, querida.

reflexão disse...

Seu blog está muito legal

parabens

Alexandre Lucio Fernandes disse...

Nossa, que alegria te ver novamente por aqui Carol. Mas eu entendo perfeitamente o teu sumiço. Eu quando estava na faculdade, eu sentia esta dificuldade de escrever, por ter que conciliar tanta coisa. Eu trabalhava o dia todo e anoite ia para facul. ainda existiam as madrugadas em claro fazendo trabalhos. Bem ralado rs.

Hoje está mais calmo. Embora minha inspiração ande em falta.

Bem, é com um grande prazer que te encontro aqui. Espero que agora fique mais frequente e você nos honre com a sua bonita presença.
Eu sentia saudades viu!

Não suma. Isto é o que importa.

Beijos!

Gabriele Santos disse...

Estou sem palavras Carol.
Que talento é esse de tocar no mais profundo de nosso ser e nos embalar em uma dança perfeita teus escritos e nossos sentimentos.
Eu Adorei a a segunda estrofe. Cada palavra certamente escolhida, tudo. Parabéns.
Estou torcendo por ti guria, e realmente quem faz eletrônica não é fácil. rsrs
Beijo enorme.

Ana Carolina Lima disse...

Lindo poema *--*
awwnnn .=.

flor do lácio disse...

A sinestesia do poema faz com que sintamos a dor do eu lírico e num estado catártico transportemo-nos para dentro dele e vivamos as dores de amores passados que deixaram cicatrizes. Parabéns pelo poema. Obrigado por compartilhá-lo conosco.