Querido escritor,
Durante um longo tempo eu cambaleei desapontada pela mente dos que me aprisionavam com afinco; formavam versos e compunham, porém não os registravam mais. E eu perdida em meio aos meus soluços, e entre os neurônios pulsantes de cérebros desconhecidos, lamentava aturdida o silêncio dos seus dedos que insistiam em não me transliterar. Saudade é o que eu sinto quando me recordo das vezes em que nos encontramos, e reencontramos em linhas sem fim.
Em tempos de outrora, eu dançara solta e correra contente por páginas amareladas, vestida da mais bela caligrafia. Os reencontros entre a escrita e a folha, as ideias e os dedos – seus dedos –, criavam tantas entrelinhas. Imagine, pois, a timidez que tomar-me-á no nosso próximo e improvável reencontro. Anseio fitar e poder descrever detalhadamente as impressões digitais da sua destra, a firmeza do seu traço, o branco do papel e o sabor de ser novamente escrita. A sua eterna escrita.
A
ausência foi enorme, eu sei, assim como também sei que já gastara todos
os meus pedidos de desculpas possíveis. Enfim, tenho a dizer que
tentarei vir aqui mais vezes e com textos melhores. Grande beijo, fiquem
com Deus. E obrigado a quem não desiste de mim.
3 comentários:
Sublime!
Você já nos presenteou com tantos textos lindos, que os seus créditos são eternos! (:
Bjs, Lary
Como sempre, lindo. Seus textos me encantam.
Beijos minha escritora-engenheira-francesa-jogodora de futebol favorita <3
Fico na espera e na torcida!rs...bjs moça cheia de poesia!
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